Desde 2012, a região do Parque Estadual do Rio Doce (PERD) recebe um projeto de pesquisa e conservação de animais silvestres de médio e grande porte, o "Carnívoros do Rio Doce". Nesta proposta contemplada via Semente, o foco é mais direcionado à onça-pintada (Panthera onca), por meio do monitoramento do tamanho das suas populações e da detecção de possíveis ameaças e fatores que possam influenciar o uso do ambiente por esses animais.
Em linhas gerais, visando obter dados robustos sobre a ecologia de carnívoros e suas presas, o Instituto Prístino propôs o monitoramento do tamanho das populações de onças-pintadas, onças-pardas (Puma concolor) e outros mamíferos de médio e grande porte no PERD. Os resultados serão utilizados para conscientizar a população local e regional sobre os carnívoros, suas presas e as principais ameaças a esses animais, além de auxiliar na gestão do Parque e na proposição de políticas públicas.
Servirá também para avaliar possíveis mudanças ou flutuações nos registros das populações desses mamíferos em relação aos resultados de anos anteriores (2016 e 2017). Essas comparações têm como objetivo investigar se o derramamento de lama de uma barragem com rejeitos de mineração de ferro em Mariana-MG, que atingiu o Rio Doce, afetou as referidas populações em relação aos seus tamanhos populacionais. O projeto visa ainda atender e acompanhar de forma constante os pecuaristas do entorno do Parque.
O monitoramento do tamanho das populações será realizado por meio de dois levantamentos por armadilhamento fotográfico sistematizado de toda a área do PERD, interna e alguns pontos externos próximos aos seus limites, para averiguar possíveis corredores de fauna entre o Parque e outros fragmentos de Mata Atlântica. Será calculada também a abundância relativa dos carnívoros para cada ponto de amostragem e, através de análises estatísticas e uso de ferramentas de georreferenciamento, a influência da presença de caçadores e cães domésticos. Além disso, avaliar aspectos espaciais tais como a proximidade a centros urbanos, estradas e outras alterações antrópicas na distribuição e abundância das espécies no interior desta Unidade de Conservação (UC).
As visitas às propriedades do entorno deverão ser frequentes em uma zona de amortecimento de até 5 km em relação às bordas do PERD. Em um primeiro momento, a ideia passa pelo registro de todas as propriedades com animais domésticos para, posteriormente, acompanhar e buscar soluções em conjunto mediante demanda de suspeitas de predação desses animais por onças. O projeto foi contemplado por medida compensatória estabelecida na cláusula 3.4, do Termo de Compromisso celebrado nos autos do inquéritos civis nº 0319.13.000107-5, nº 0319.18.0000.28-7 e nº 0319.20.000345-1.
ONÇAS do Rio Doce - saiba mais sobre o projeto de pesquisa:
ONÇAS do Rio Doce - principais resultados:
Proponente: Instituto Prístino
Locais de execução: Bom Jesus do Galho, Córrego Novo, Dionísio, Ipatinga, Marliéria, Pingo-d'Água, Raul Soares, Timóteo
Orçamento do Projeto: R$ 747.703,97
Período de Execução: 18 meses
Data da Contemplação: 14/12/2021
Status: Em andamento
Plano de monitoramento
Endereço
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