Publicado em: 03/01/2023
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Bicho Solto - de volta à natureza

O tráfico de animais silvestres contribui para a redução populacional de espécies e, consequentemente, resulta em extinções no Brasil. Estima-se que somente o Centro de Triagem de Animais Silvestres de Belo Horizonte (CETAS-BH) receba, anualmente, de 6 a 10 mil animais retirados de seu habitat. Devolver esses animais à natureza não é tarefa fácil: requer uma equipe especializada e envolve trâmites burocráticos nos órgãos ambientais, além de recursos financeiros.

Os filhotes de mamíferos, em especial, passam por um tratamento intensivo que tende a levar meses. Para que possam retornar à natureza é necessária, portanto, uma ação especializada e individual, além do monitoramento pós-solturaO CETAS-BH conta com oito analistas ambientais para tais funções, a maioria dedicada às atividades burocráticas, o que compromete o trabalho de manejo. Nesse contexto, desde sua fundação, o Waita propõs a manutenção de uma equipe especializada para atuar no CETAS, especialmente no manejo desses animais. Mantê-la voluntariamente, entretanto, tornou-se inviável.

Assim, o projeto contemplado via Plataforma Semente será realizado em cinco fases:

  1. Primeira fase: planejamento e monitoramento, quando haverá a capacitação técnica de seis profissionais contratados para atuar no projeto; 
  2. Segunda fase: manejo, reabilitação e soltura;
  3. Terceira fase: apresentação dos resultados;
  4. Quarta fase: monitoramento após a soltura;
  5. Quinta fase: seleção de voluntários para o setor de manejo e reabilitação dos animais do CETAS-BH. Serão selecionados de 20 a 30 voluntários, de acordo com a demanda. O contrato com cada voluntário será semestral e poderá ser renovado.

A rotina consiste no recebimento e identificação dos animais silvestres entregues pelos órgãos de fiscalização ou cidadãos comuns. Aqueles com ferimentos ou doentes são imediatamente encaminhados à clínica para avaliação veterinária e permanecem na enfermaria até o recebimento de alta. Já os saudáveis são direcionados ao setor de quarentena, onde passam por uma avaliação física, sendo vermifugados e marcados com um método padrão segundo a espécie, como anilhas, microchips e brincos.

Após o período de quarentena, os animais são encaminhados aos viveiros de reabilitação. Neles, são implementadas técnicas de enriquecimento ambiental para estimular comportamentos naturais, treinos de voo e socialização. Filhotes recebidos no CETAS são levados a um local específico e acompanhados diariamente para a avaliação de ganho de peso e taxa de crescimento. As técnicas visam o minímo contato direto com o homem, na medida do possível.

Vale ressaltar que o Waita tem acordos de Cooperação Técnica com o IBAMA e o IEF, o que favorece a realização desse trabalho. O projeto foi contemplado em cumprimento à Cláusula 3.4 do Termo de Compromisso celebrado nos autos dos Inquéritos Civis nº 0319.13.000107-5, nº 0319.18.000028-7 e nº 0319.20.000345-1.

 

Proponente: Instituto de Pesquisa e Conservação Waita

Local de execução: Bacias dos Rios das Velhas e Paraopeba

Valor do projeto: R$ 868.841,00

Período de execução: 18 meses

Data da contemplação: 20/12/2022

Status: em andamento

Prestação de contas

Visita Técnica

Relatório de visita da equipe técnica para acompanhamento do projeto, em 12/01/2024.

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